quinta-feira, 20 de maio de 2010

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Redes sociais profissionais vivem boom
PARIS, 18 de maio (Reuters) - Os serviços de redes sociais profissionais estão se recuperando bem da recessão, estimulados pelo aumento no número de integrantes e pela alta nas tarifas pagas por anunciantes e empresas de recrutamento.

Reuters

Por Tarmo Virki

A participação em redes sociais profissionais como LinkedIn e Viadeo vem florescendo desde o final de 2008, quando dezenas de milhões de pessoas em todo o mundo começaram a tentar ampliar suas "redes de segurança" por medo da situação econômica cada vez mais precária.

"As pessoas passam menos tempo no Facebook e mais no Viadeo, durante uma recessão", disse Serfaty, presidente-executivo do segundo maior site mundial de redes sociais profissionais, o Viadeo, durante a Reuters Global Technology Summit.

Os sites profissionais tentam se distanciar de serviços de redes sociais como Facebook, adotando abordagem mais sóbria e oferecendo aos integrantes mais controle sobre seus perfis online.

Quando as economias começaram a melhorar, anunciantes e empresas de recrutamento voltaram a usar esses serviços, e ao mesmo tempo as incertezas sobre a sustentabilidade da recuperação e os problemas econômicos da Europa continuam a estimular a adesão a esses serviços.

"É uma combinação quase perfeita, por um lado o medo subjacente de problemas e por outro uma economia ainda em crescimento, o que gera explosão nos negócios com anunciantes e empresas de recrutamento", diz Serfaty.

Ele afirmou que a mistura perfeita pode não durar muito, porque os temores dos consumidores podem prejudicar o crescimento dos negócios.

"O setor de redes sociais profissionais está se recuperando muito bem", disse Martin Olausson, diretor da divisão de estratégias para mídia digital no grupo de pesquisa Strategy Analytics.

"Devido à recessão, muita gente atualizou seu currículo e ampliou suas atividades de networking profissional no ano passado", disse Olausson.

Janet Landon, que dirige uma pequena consultoria de relações públicas em Chicago, se inscreveu no LinkedIn no final de 2008, quando a recessão apertou. Ela dedica uma hora ao LinkedIn e outros sites de redes sociais a cada manhã, e vê grande valor nesses serviços.

"É tanto uma ferramenta de aprendizado quanto uma forma de conhecer pessoas novas", disse.

A LinkedIn afirma que há cerca de 500 milhões de profissionais que poderiam fazer parte de sua rede. Isso se compara com cerca de 100 milhões de usuários de redes sociais profissionais hoje. A LinkedIn afirma que tem mais de 65 milhões de membros ante 30 milhões da Viadeo.

Enquanto isso, a LinkedIn prevê que chegará a 900 funcionários até o final ano ante 500 no início de 2010. Já a Viadeo planeja mais que dobrar seus quadros para 350 até dezembro ante nível atual de cerca de 200 empregados.


Usuário típico de redes sociais nos Estados Unidos é quarentão

O usuário do Twitter tem, em média, 39 anos, enquanto o do LinkedIn tem 44, o do Facebook, 38 e do MySpace, 31. Os dados são do estudo feito pelo site de tecnologia Royal Pingdom, que pesquisou a média de idade de usuários em em 19 redes sociais, incluindo - além das já citadas - o Slashdot, Reddit, Digg, Delicious, StumbleUpon, FriendFeed, Last.fm, Friendster, LiveJournal, Hi5, Tagged, Ning, Xanga, Classmates.com, Bebo. Na média, segundo a pesquisa, o usuário típico dessas redes sociais tem 37 anos.

Na distribuição por faixas etárias, internautas entre 35 e 44 anos representam 25% de todos os cadastrados nas redes, sendo maioria em 11 dos 19 sites analisados. Logo depois aparecem os membros entre 45 a 54 anos, representando 19% do total. Usuários entre 25 a 34 anos, são 18%; até 17 anos, 15%; entre 55 a 64 anos, 10%; e entre 18 a 24 anos, 9%. Pessoas com mais de 65 anos representam apenas 3% dos usuários das redes.

O estudo usou números do Google Ad Planner nos Estados Unidos junto com cálculos adicionais para chegar ao resultado final.

A análise individual de cada rede social aponta que o Bebo é o que atrai internautas mais novos, com 44% dos usuários na faixa de até 17 anos. A faixa etária também é grande no MySpace, com 33% dos usuários. As menores médias de idade estão justamente nessas redes: o Bebo tem média de 28 anos; o MySpace, 31, e Xanga, 32.

Já as maiores médias de idade são encontradas na Classmates.com, cujo usuário médio tem 45 anos, no LinkedIn, (44 anos), Delicious (41 anos) e Slashdot (40 anos).

Os usuários acima de 35 anos são 64% no Twitter e 61% no Facebook. Segundo a Pingdom, trata-se da geração que estava na faixa dos 20 anos quando a web estourou no meio dos anos 90, tornando-se a mais “social” entre as analisadas.

Usuários entre 18 a 24 anos não são maioria em nenhuma rede. A Pingdom acredita que isso seja devido ao fato de ser um intervalo menor de idade, de apenas 7 anos, contra 10 em alguns outros casos

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